CAPÍTULO 3
Parei de devanear, incomodada com meus próprios pensamentos. Ser virgem era algo que me deixava arrasada. Lembrei-me do celular. Segundo minha mãe, ele havia feito um “barulhinho”. Certamente era a maldita operadora me oferecendo um plano mágico. Sem esperar nada de bom, conferi o que era. Me arrepiei. Gritei emocionada: − Mãe! – abri a porta do quarto praticamente pulando. – Eu consegui! Eu consegui! Minha mãe apareceu segurando um pano de prato, surpresa com a minha gritaria. − Conseguiu o quê, criatura? − Um emprego! – mostrei o celular para ela. – Olha aqui, é sério! Vou sair da pindaíba. Ela franziu os olhos para enxergar o que estava escrito no visor do aparelho. Aparentemente não viu nada e perguntou: − Onde, Valdirene? Em qual firma? ...